16/08/2017

Faz tudo o que puderes para conheceres a Deus

Em cada dia faz tudo o que puderes para conheceres a Deus, para te dares com Ele, para te enamorares mais em cada instante e não pensares senão no seu Amor e na sua glória. – Cumprirás este plano, filho, se não deixares, por nada!, os teus tempos de oração, a tua presença de Deus (com jaculatórias e comunhões espirituais para te inflamarem), a tua Santa Missa pausada, o teu trabalho bem acabado por Ele. (Forja, 737)

Meus filhos, onde estiverem os homens, vossos irmãos; onde estiverem as vossas aspirações, o vosso trabalho, os vossos amores, é aí que está o sítio do vosso encontro quotidiano com Cristo. É no meio das coisas mais materiais da Terra que devemos santificar-nos, servindo Deus e todos os homens.

Tenho ensinado constantemente com palavras da Sagrada Escritura: o mundo não é mau porque saiu das mãos de Deus, porque é uma criatura Sua, porque Iavé olhou para ele e viu que era bom (Cfr. Gen. 1, 7 e ss.). Nós, os homens, é que o tornamos mau e feio, com os nossos pecados e as nossas infidelidades. Não duvideis, meus filhos: qualquer forma de evasão das honestas realidades diárias é, para vós, homens e mulheres do mundo, coisa oposta à vontade de Deus.


Pelo contrário, deveis compreender agora – com uma nova clareza – que Deus vos chama a servi-Lo em e a partir das ocupações civis, materiais, seculares da vida humana: Deus espera-nos todos os dias no laboratório, no bloco operatório, no quartel, na cátedra universitária, na fábrica, na oficina, no campo, no lar e em todo o imenso panorama do trabalho. Ficai a saber: escondido nas situações mais comuns há um quê de santo, de divino, que toca a cada um de vós descobrir. (Temas Actuais do Cristianismo, nn. 113–114)

Leitura espiritual

São Josemaria Escrivá

Amigos de Deus


228
        
Não vos comove que o Apóstolo João, sendo já velho, passe a maior parte de uma das suas epístolas a exortar-nos a que nos comportemos de acordo com essa doutrina divina?
O amor que deve haver entre os cristãos provém de Deus, que é Amor.
Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque a caridade procede de Deus, e todo o que ama nasceu de Deus e conhece a Deus.
O que não ama, não conhece a Deus; porque Deus é Amor.
Insiste de forma particular na caridade fraterna, pois por Cristo nos tornamos filhos de Deus: vede que amor nos mostrou o Pai, querendo que nos chamemos filhos de Deus e que o sejamos.

E enquanto toca com toda a veemência as nossas consciências para que se tornem mais sensíveis à graça divina, insiste em que recebemos uma prova maravilhosa do amor do Pai pelos homens: nisto se manifestou a caridade de Deus para connosco, em que Deus enviou o seu Filho Unigénito ao mundo para que por Ele tenhamos a vida.
O Senhor tomou a iniciativa, vindo ao nosso encontro.
Deu-nos o exemplo para nos pormos com Ele ao serviço dos outros, para - gosto de repetir - pormos generosamente o nosso coração a servir de alcatifa, de modo que os outros caminhem suavemente e a sua luta resulte para eles mais amável.
Devemos comportar-nos assim, porque somos filhos do mesmo Pai, que não hesitou em entregar-nos o seu Filho muito amado.

229 
      
Não somos nós que construímos a caridade; é ela que nos invade com a graça de Deus: porque Ele nos amou primeiro.
Convém que nos empapemos bem desta verdade formosíssima: se podemos amar a Deus é porque fomos amados por Deus.
Tu e eu estamos em condições de derramar carinho sobre os que nos rodeiam, porque nascemos para a fé pelo amor do Pai.
Pedi com ousadia ao Senhor este tesouro, esta virtude sobrenatural da caridade, para a exercitardes até ao último pormenor.

Nós, os cristãos, não temos sabido muitas vezes corresponder a esse dom; algumas vezes temo-lo rebaixado como se se limitasse a uma esmola dada sem alma, friamente; outras vezes temo-lo reduzido a uma atitude de beneficência mais ou menos convencional.
Exprimia bem esta aberração a queixa resignada de uma doente: Aqui, tratam-me com caridade, mas a minha mãe cuidava de mim com carinho.
O amor que nasce do Coração de Cristo não pode dar lugar a este tipo de distinções.

Para que, de uma forma gráfica, esta verdade ficasse bem gravada na vossa mente, preguei milhares de vezes que nós não temos um coração para amar a Deus e outro para amar as criaturas.
Este nosso pobre coração feito de carne, ama com um carinho humano, que, se está unido ao amor de Cristo, também é amor sobrenatural.
Essa, e não outra, é a caridade que temos de cultivar na alma, a qual nos levará a descobrir nos outros a imagem de Nosso Senhor.

230

Universalidade da caridade

Com o nome de próximo - diz S. Leão Magno - não havemos de considerar só os que se unem a nós pelos laços da amizade ou do parentesco, mas todos os homens, com os quais possuímos uma natureza comum...
Um só Criador nos fez, um só Criador nos deu a alma.
Todos podemos desfrutar do mesmo céu e do mesmo ar, dos mesmos dias e das mesmas noites e, embora uns sejam bons e outros maus, uns justos e outros injustos, Deus, no entanto, é generoso e benigno com todos.

Nós, os filhos de Deus, forjamo-nos na prática desse mandamento novo, aprendemos na Igreja a servir e a não ser servidos e encontramo-nos com forças para amar a humanidade de um modo novo, que todos reconhecerão como fruto da graça de Cristo.
O nosso amor não se confunde com uma atitude sentimental, nem com a simples camaradagem, nem com o afã pouco claro de ajudar os outros para demonstrarmos a nós mesmos que somos superiores. O nosso amor exprime-se em conviver com o próximo, em venerar - insisto - a imagem de Deus que há em cada homem, procurando que também ele a contemple, para que saiba dirigir-se a Cristo.

A universalidade da caridade significa, por isso, universalidade do apostolado: tradução pela nossa parte, em obras e em verdade, do grande empenho de Deus, que quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade.

Se temos de amar também os inimigos - refiro-me aos que nos colocam entre os seus inimigos; eu não me sinto inimigo de ninguém nem de nada - com maior razão teremos de amar os que apenas estão afastados, os que nos são menos simpáticos, os que pela sua língua, pela sua cultura ou pela sua educação parecem o oposto de ti ou de mim.

231 
       
De que amor se trata?
A Sagrada Escritura fala de dilectio, para que se entenda bem que não se refere apenas ao afecto sensível.
É mais uma determinação firme da vontade.
Dilectio deriva de electio, de escolher.
Eu acrescentaria que amar, em sentido cristão, significa querer querer, decidir-se em Cristo a procurar o bem das almas sem discriminação de qualquer género, conseguindo para elas antes de mais o que há de melhor: que conheçam a Cristo e que se apaixonem por Ele.

O Senhor urge-nos: portai-vos bem com os que vos aborrecem e orai pelos que vos perseguem e caluniam.
Podemos não nos sentir humanamente atraídos pelas pessoas que nos afastariam, se nos aproximássemos delas.
Mas Jesus exige que não lhes devolvamos mal por mal; que não desperdicemos as ocasiões de as servir com o coração, ainda que nos custe; e que não deixemos nunca de as ter presentes nas nossas orações.

Essa dilectio, essa caridade, enche-se de matizes mais profundos quando se refere aos irmãos na fé, especialmente aos que, porque Deus assim o estabeleceu, trabalham mais perto de nós: os pais, o marido ou a mulher, os filhos e os irmãos, os amigos e os colegas, os vizinhos.
Se não existisse este carinho, amor humano nobre e limpo, ordenado a Deus e n'Ele fundamentado, não haveria caridade.

232
        
Manifestações do amor

Agrada-me citar umas palavras que o Espírito Santo nos comunica pela boca do profeta Isaías: discite benefacere, aprendei a fazer o bem.
Costumo aplicar este conselho aos diferentes aspectos da nossa luta interior, pois a vida cristã nunca se dá por terminada, visto que o crescimento nas virtudes se obtém como consequência de um empenho efectivo e quotidiano pela santidade.

Como aprendemos nós a realizar qualquer trabalho na sociedade? Primeiro examinamos o fim desejado e os meios para o alcançar. Depois perseveramos no uso desses recursos repetidamente até criarmos um hábito arraigado e firme.
Quando aprendemos alguma coisa, descobrimos outras que ignorávamos e constituem um estímulo para continuarmos esse trabalho, sem nunca dizermos "basta".

A caridade para com o próximo é uma manifestação do amor a Deus. Por isso, ao esforçarmo-nos por melhorar nesta virtude, não podemos fixar nenhum limite.
Com o Senhor, a única medida é amar sem medida, pois, por um lado jamais chegaremos a agradecer suficientemente o que Ele tem feito por nós e, por outro, assim se revela o mesmo amor de Deus às suas criaturas: com excesso, sem cálculo, sem fronteiras.

A todos os que estamos dispostos a abrir-lhe os ouvidos da alma, Jesus Cristo ensina no Sermão da Montanha o mandato divino da caridade.
E, ao terminar, como resumo, explica: amai os vossos inimigos, fazei bem e emprestai sem esperardes nada em troca, e será grande a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo, porque Ele é bom, mesmo com os ingratos e os maus. Sede, pois, misericordiosos como também o vosso Pai é misericordioso.

A misericórdia não se limita a uma simples atitude de compaixão; a misericórdia identifica-se com a superabundância da caridade que, ao mesmo tempo, traz consigo a superabundância da justiça.
Misericórdia significa manter o coração em carne viva, humana e divinamente repassado por um amor rijo, sacrificado e generoso. Assim glosa S. Paulo a caridade no seu canto a esta virtude:
A caridade é paciente, é benéfica; a caridade não é invejosa, não actua precipitadamente; não se ensoberbece, não é ambiciosa, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não pensa mal dos outros, não folga com a injustiça, mas compraz-se na verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.

(cont)


Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Mt 18, 15-20

15 «Se o teu irmão pecar, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te der ouvidos, terás ganho o teu irmão. 16 Se não te der ouvidos, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão fique resolvida pela palavra de duas ou três testemunhas. 17 Se ele se recusar a ouvi-las, comunica-o à Igreja; e, se ele se recusar a atender à própria Igreja, seja para ti como um pagão ou um cobrador de impostos. 18 Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes na Terra será ligado no Céu, e tudo o que desligardes na Terra será desligado no Céu.» 19 «Digo-vos ainda: Se dois de entre vós se unirem, na Terra, para pedir qualquer coisa, hão-de obtê-la de meu Pai que está no Céu. 20 Pois, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles.»

Comentário:

Noutra ocasião Jesus dirá que se deve “rezar no segredo”.

Estão as duas recomendações em contradição?

Evidentemente, não. Porque se neste caso Cristo garante: «aí estou Eu no meio deles», no outro afirma que: «teu Pai, que vê o que se passa em segredo, te dará a recompensa» (Mt 6, 6)

Ambas as formas de rezar têm o seu tempo circunstancial. A oração em comum é necessária porque todos os cristãos pertencem a uma mesma família, têm um Pai comum, logo, resulta evidente a vantagem de em assembleia comunitária se pedirem coisas que interessam a todos.

A oração privada é um colóquio da pessoa com Deus, directamente.

Diria, uma conversa privada sobre assuntos pessoais, que nos dizem directamente respeito e que, Deus Nosso Senhor, escuta sempre com agrado.


(AMA, Comentário sobre Mt 18, 15-20, 2010.08.11)

Qué significa la vestimenta del Papa? video



Pequena agenda do cristão

Quarta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)






Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?









Fátima: Centenário - Vida de Maria - 58



Centenário das aparições da Santíssima 

Virgem em Fátima


Fuga para o Egipto


A voz dos Padres

«Que temes, Herodes, ao ouvir que nasceu um Rei? Ele não veio expulsar-te a ti, mas para vencer o Maligno. Mas tu não entendes estas coisas e por isso perturbaste e enfureces-te, e, para que não escape o que procuras, mostras-te cruel, dando a morte a tantas crianças. Nem a dor das mães que gemem, nem o lamento dos pais pela morte dos seus filhos, nem o choro e os gemidos das crianças te fazem desistir do teu propósito. Matas o corpo das crianças, porque o temor te matou em ti o coração (...).

As crianças sem o saber, morrem por Cristo; os pais fazem luto pelos mártires. Cristo fez Suas dignas testemunhas os que ainda não podiam falar. É esta a maneira com reina Aquele que veio para reinar. É assim que o Libertador concede liberdade e o Salvador dá a salvação... Oh! grande dom da graça! De quem são os merecimentos para que triunfem assim as crianças? Ainda não falam, e já confessam Cristo. Ainda não podem entabular batalha, valendo-se dos seus próprios membros, e já conseguem a palma da vitória».


São Quodvultdeus (século V), Sermão 2, sobre o Símbolo.

15/08/2017

Dilata o teu coração

Não tenhas espírito provinciano. – Dilata o teu coração, até que seja universal, "católico". Não voes como ave de capoeira, quando podes subir como as águias. (Caminho, 7)

Em certa ocasião, vi uma águia encerrada numa jaula de ferro. Estava suja e meia depenada. Tinha entre as garras um pedaço de carne podre. Pensei então no que seria de mim se abandonasse a vocação recebida de Deus. Tive pena daquele animal solitário, enjaulado, que tinha nascido para subir muito alto e olhar de frente o Sol. Podemos ascender até às humildes alturas do amor de Deus, do serviço a todos os homens. Para isso, porém, é preciso que não haja na alma recantos escondidos, onde não possa entrar o sol de Jesus Cristo. Temos de deitar fora todas as preocupações que nos afastem d'Ele; e assim terás Cristo na tua inteligência, Cristo nos teus lábios, Cristo no teu coração, Cristo nas tuas obras. Toda a vida – o coração e as obras, a inteligência e as palavras – cheia de Deus. (...)


Invoca comigo Nossa Senhora, e imagina como passaria Ela aqueles meses à espera do Filho que havia de nascer. E Nossa Senhora, Santa Maria, fará com que sejas alter Christus, ipse Christus, outro Cristo, o próprio Cristo. (Cristo que passa, 11)

Evangelho e comentário

Tempo Comum

Assunção da Santíssima Virgem

Evangelho: Lc 1, 39-56

39 Por aqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se à pressa para a montanha, a uma cidade da Judeia. 40 Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. 41 Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe de alegria no seio e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42 Então, erguendo a voz, exclamou: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. 43 E donde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? 44 Pois, logo que chegou aos meus ouvidos a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio. 45Feliz de ti que acreditaste, porque se vai cumprir tudo o que te foi dito da parte do Senhor.» 46 Maria disse, então: «A minha alma glorifica o Senhor 47 e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. 48Porque pôs os olhos na humildade da sua serva. De hoje em diante, me chamarão bem-aventurada todas as gerações. 49 O Todo-poderoso fez em mim maravilhas. Santo é o seu nome. 50 A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem. 51 Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. 52 Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. 53 Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. 54 Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, 55 como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência, para sempre.» 56 Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois regressou a sua casa.

Comentário:

Como é feliz esta jovem mulher a quem foi revelado o papel de extraordinária relevância que irá desempenhar na história da humanidade!
Feliz não pela honra, o destaque, a distinção, mas porque Deus Se revelou na serva humilíssima como a si mesma se considera.

Maria não pensa nela, mas em Deus que nela quis revelar-se porque, de facto, faz o que quer e como quer.

Não consegue manter por mais tempo o que lhe sufoca o peito e, as palavras de Isabel foram como que a chave que abriu esse cofre e, o seu canto de louvor, jorra impetuoso, intenso, magnífico.


(AMA, comentário sobre Lc 1, 39-56, 10.052017)

Reflexão para Férias

No Verão, muitos partem para outros locais em busca de descanso e recuperação.

Ainda bem!

O pior e que, alguns, “deixam Cristo em casa”, isto é, também a prática da fé fica de férias.

Não pode ser!

Um cristão tem de dar o exemplo - sempre - e, considerar, que talvez as férias sejam uma ocasião soberana para o fazer e, também, apostolado a sério, consistente.

‘A que Missa vão no Domingo?’

Esta, uma pergunta apostólica que urge fazer e, claro, ter a informação pronta para dar:

‘As missas no Domingo, são em tal parte e a tais horas.

Eu vou esta, porque não vamos juntos?’



Hoy el reto del amor es pasar cinco minutos con el Señor antes de empezar tu día.

LAS PERDIDAS PROFUNDIDADES

Las pitas del jardín se han hecho gigantescas, y están por todas partes. ¡Ah! Y pinchan de lo lindo. Así pues, la semana pasada decidimos quitar algunas.

No bastó con las tijeras y el hacha: tuvimos que recurrir al azadón y la motosierra. Sólo se veían las hojas, verdes, brillantes, muy apretadas... y afiladas como espadas.

Tras un buen rato de pelea, logramos abrirnos camino hasta el tronco madre. ¡Qué barbaridad! Jamás había visto uno, pues las hojas lo cubren totalmente. ¡Era exageradamente ancho y grande!

De pronto descubrí que el sueño de cualquier pita es crecer, tener muchas ramificaciones, convertirse en una "montaña verde". Pero, para ello, es fundamental algo que nadie ve: un tronco fuerte y grande. ¡Ése es Jesucristo!

Cristo es el único que puede sostenerte por completo, el único que puede llenar de vida y de color todas tus ramificaciones, todas las cosas que hagas a lo largo del día. Si quieres que tu Semana Santa esté llena de color y vitalidad, apuesta por lo que no se ve: ¡el tronco! 

Hoy el reto del amor es pasar cinco minutos con el Señor antes de empezar tu día. Seguramente nadie vea ese tiempo, pero, créeme, ¡será el tronco de tu jornada! Preséntale los planes y proyectos que tienes para hoy, para esta semana de gracia. Háblalos con Él, y deja que Cristo te acompañe en cada uno de ellos. Vive estos días enganchado al Tronco... ¡y tu pita florecerá en mil destellos de amor! ¡Feliz día!


VIVE DE CRISTO  

Leitura espiritual

São Josemaria Escrivá

Amigos de Deus

222
         
Misturado com a multidão, um daqueles peritos que já não conseguiam discernir os ensinamentos revelados a Moisés, ensinamentos emaranhados por eles próprios numa casuística estéril, faz uma pergunta ao Senhor.
Abre Jesus os seus lábios divinos para falar àquele doutor da Lei e responde-lhe pausadamente, com a firme certeza de quem tem disso viva experiência: amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu espírito.
Este é o maior e o primeiro dos mandamentos.
O segundo é semelhante a este: amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Nestes dois mandamentos estão contidos toda a Lei e os profetas.

Vede agora o mestre reunido com os seus discípulos na intimidade do Cenáculo.
Ao aproximar-se o momento da sua Paixão, o Coração de Cristo, rodeado por aqueles que ama, abre-se em inefáveis labaredas: dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros e que, do mesmo modo que eu vos amei, vos ameis uns aos outros.
Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.

Para vos aproximardes do Senhor através das páginas do Santo Evangelho, recomendo sempre que vos esforceis por participar em cada cena como um personagem mais.
Assim - conheço tantas almas normais e correntes que o fazem! - recolher-vos-eis como Maria, suspensa das palavras de Jesus, ou, como Marta, atrever-vos-eis a manifestar-lhe sinceramente as vossas inquietações, mesmo as mais pequenas.

223
        
Senhor, porque chamas novo a este mandamento?
Como acabamos de ouvir, o amor ao próximo estava prescrito no Antigo Testamento e recordareis também que Jesus, mal começa a sua vida pública, amplia essa exigência com divina generosidade: ouvistes que foi dito: amarás o teu próximo e aborrecerás o teu inimigo.
Eu peço-vos mais: amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos aborrecem e orai pelos que vos perseguem e caluniam.

Senhor, deixa-nos insistir: porque continuas a chamar novo a este preceito?
Naquela noite, poucas horas antes de te imolares na Cruz, durante aquela conversa íntima com os que - apesar das suas fraquezas e misérias pessoais, como as nossas - te acompanharam até Jerusalém.
Tu revelaste-nos a medida insuspeitada da caridade: como eu vos amei.
Como não haviam de te entender os Apóstolos, se tinham sido testemunhas do teu amor insondável!

O ensinamento e o exemplo do Mestre são claros e precisos.
Sublinhou com obras a sua doutrina.
E, no entanto, tenho pensado muitas vezes que, passados vinte séculos, ainda continua a ser um mandamento novo, porque muito poucos homens se têm preocupado em levá-lo à prática; os restantes, a maioria, preferiram e preferem desconhecê-lo.
Com um egoísmo exacerbado, perguntam:
- Para quê mais complicações?
Já me bastam as que tenho com as minhas coisas.

Não é admissível semelhante atitude entre os cristãos.
Se professamos essa mesma fé, se ambicionamos verdadeiramente seguir as pegadas, tão nítidas, que os passos de Cristo deixaram na terra, não podemos conformar-nos com evitar aos outros os males que não desejamos para nós mesmos.
Isto é muito, mas é muito pouco, quando compreendemos que a medida do nosso amor é definida pelo comportamento de Jesus.
Além disso, Ele não nos propõe essa norma de conduta como uma meta longínqua, como o coroamento de toda uma vida de luta.
É - e insisto que deve sê-lo para que o traduzas em propósitos concretos - o ponto de partida, porque Nosso Senhor o indica como sinal prévio: nisto conhecerão que sois meus discípulos.

224
         
Jesus Cristo, Nosso Senhor, encarnou e tomou a nossa natureza, para se mostrar à humanidade como modelo de todas as virtudes. Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, convida-nos Ele.

Mais tarde, quando explica aos Apóstolos o sinal pelo qual os reconhecerão como cristãos, não diz: porque sois humildes.
Ele é a pureza mais sublime, o Cordeiro imaculado.
Nada podia manchar a sua santidade perfeita, sem mácula.
Mas também não diz: saberão que se encontram diante de discípulos meus, porque sois castos e limpos.

Passou por este mundo com o mais completo desprendimento dos bens da terra. Sendo Criador e Senhor de todo o universo, faltava-lhe até um sítio onde pudesse reclinar a cabeça.
No entanto, não comenta: saberão que sois dos meus porque não vos apegastes às riquezas.
Permanece quarenta dias e quarenta noites no deserto em jejum rigoroso, antes de se dedicar à pregação do Evangelho.
E também não afirma aos seus: compreenderão que servis a Deus, porque não sois comilões nem bebedores.

A característica que distinguirá os apóstolos, os cristãos autênticos de todos os tempos, já a ouvimos: nisto - precisamente nisto - conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.

Parece-me perfeitamente lógico que os filhos de Deus se tenham sentido sempre comovidos - como tu e eu neste momento - perante essa insistência do Mestre.
O Senhor não estabelece como prova de fidelidade dos seus discípulos os prodígios ou os milagres inauditos, apesar de lhes ter conferido o poder de os realizarem, pelo Espírito Santo.
O que lhes comunica?
Conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.

225
        
Pedagogia Divina

Não odiar o inimigo, não devolver mal por mal, renunciar à vingança, perdoar sem rancor considerava-se então - e também agora, não nos enganemos - uma conduta insólita, demasiado heróica, fora do normal.
Até aqui chega a mesquinhez das criaturas!
Jesus Cristo, que veio salvar todos os povos e deseja associar os cristãos à sua obra redentora, quis ensinar aos seus discípulos - a ti e a mim - uma caridade grande, sincera, mais nobre e valiosa: devemos amar-nos mutuamente como Cristo nos ama a cada um de nós.
Só desta maneira, isto é, imitando o exemplo divino - dentro da nossa rudeza pessoal - conseguiremos abrir o nosso coração a todos os homens, amar de um modo mais elevado, inteiramente novo.

Que bem puseram os primeiros cristãos em prática esta caridade ardente, caridade que sobressaía e transbordava dos limites da simples solidariedade humana ou da benignidade de carácter.
Amavam-se uns aos outros de modo afectuoso e forte, através do Coração de Cristo.
Um escritor do século II, Tertuliano, transmitiu-nos o comentário dos pagãos, comovidos ao presenciarem o comportamento dos fiéis de então, tão cheio de atractivo sobrenatural e humano: Vede como se amam, repetiam.

Se notas que não mereces esse louvor agora ou em tantas ocasiões do dia-a-dia; que o teu coração não reage como devia às exigências divinas, pensa também que chegou o momento de rectificares.
Ouve o convite de S. Paulo: façamos o bem a todos e especialmente àqueles que pertencem, mediante a fé, à mesma família que nós, ao Corpo Místico de Cristo.

226 
      
O principal apostolado que nós, os cristãos, temos de realizar no mundo, o melhor testemunho de fé é contribuir para que dentro da Igreja se respire o clima de autêntica caridade.
Quando não nos amamos verdadeiramente, quando há ataques, calúnias e inimizades, quem se sentirá atraído pelos que afirmam que pregam a Boa Nova do Evangelho?

É muito fácil, está muito na moda afirmar verbalmente o amor a todas as criaturas, crentes e não crentes.
Mas se quem fala assim maltrata os irmãos na fé, duvido de que na sua conduta haja mais do que palavreado hipócrita.
Pelo contrário, quando amamos no Coração de Cristo os que são filhos de um mesmo Pai, associados na mesma fé e herdeiros de uma mesma esperança, a nossa alma engrandece-se e arde em desejos de que todos se aproximem de Nosso Senhor.

Estou a recordar-vos as exigências da caridade e talvez algum de vós tenha pensado que falta precisamente essa virtude nas palavras que acabo de pronunciar.
Nada mais oposto à realidade.
Posso garantir-vos que, com santo orgulho e sem falsos ecumenismos, me enchi de alegria quando, no passado Concílio Vaticano II, ganhava corpo com renovada intensidade a preocupação de levar a verdade aos que andam afastados do único Caminho, do de Jesus, pois me consome a ânsia de que se salve toda a humanidade.

227
        
Sim, foi bem grande a minha alegria, porque também via confirmado novamente um apostolado tão da predilecção do Opus Dei, o apostolado ad fidem, que não rejeita nenhuma pessoa e admite os não cristãos, os ateus, os pagãos a participarem, na medida possível, dos bens espirituais da nossa Associação.
Isto tem uma longa história, de dor e de lealdade, que já contei em outras ocasiões.
Por isso repito, sem medo, que considero um zelo hipócrita, embusteiro, o que impele a tratar bem os que estão longe, pisando ou desprezando os que vivem connosco a mesma fé.
Também não acredito que te interesses pelo pobre mais pobre da rua, se martirizas os de tua casa, se és indiferente às suas alegrias, às suas penas e aos seus desgostos e se não te esforças por compreender ou por passar por alto os seus defeitos, sempre que não sejam ofensa a Deus.

(cont)


Pequena agenda do cristão


TeRÇa-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





Fátima: Centenário - Vida de Maria - 57



Centenário das aparições da Santíssima 

Virgem em Fátima


Fuga para o Egipto


A voz dos Padres

«Herodes teme, os magos desejam; estes desejam encontrar o Rei, aquele temeu perder o reino. Por último, todos O procuram: aqueles, para viver por Ele; o outro, porque quer dar-Lhe a morte; Herodes, para cometer um grande pecado contra Ele; os magos, para que lhes perdoe todos os seus. Herodes dá morte a muitas crianças com a intenção de matar um determinado, e enquanto causa tão cruel e sangrenta matança nas pessoas de tantos inocentes, é ele o primeiro a causar a sua própria morte com tanta maldade. Entretanto, o nosso Rei, a Palavra que ainda não fala, enquanto os magos O adoravam as crianças morriam por Ele, ou jazia deitado ou tomava o peito, e antes de falar encontrava crentes e antes de padecer fazia também mártires.

Oh crianças ditosas, recém-nascidas, nunca tentados, nunca forçados a lutar e já coroados! Duvide que fostes coroados, ao padecer por Cristo, quem pense que de nada serve às crianças o Baptismo de Cristo. Ainda não tínheis a idade para crer em Cristo, que havia de sofrer também a Sua paixão, mas tínheis carne em que padecê-la por Ele, que a sofreria posteriormente. De nenhum modo a graça do Salvador abandonaria estas crianças, o Menino que tinha vindo buscar o que se tinha perdido, não só mediante o Seu nascimento, mas também suspenso da cruz. Quem pôde ter como pregoeiros do seu nascimento os anjos, como proclamadores os céus e como adoradores os magos, poderia conceder-lhes que não morressem aqui por Ele, se soubesse que com aquela morte iam perecer e não viver numa felicidade maior. Longe, longe de nós pensar que, vindo libertar os homens, Cristo não se preocupasse com a recompensa para aqueles que iam morrer por Ele que, pendente da cruz, orou inclusivamente pelos seus assassinos».


Santo Agostinho (séculos IV-V), Sermão 373, 2-3.