20/03/2017

Fátima: Centenário - Oração diária


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

Vamos receber o Senhor

Pensaste nalguma ocasião como te prepararias para receber Nosso Senhor, se só se pudesse comungar uma vez na vida? – Agradeçamos a Deus a facilidade que temos para nos aproximarmos dele, mas... temos de agradecê-lo preparando-nos muito bem para o receber. (Forja, 828)


Jesus é o Caminho, o Medianeiro. N'Ele, tudo! Fora d'Ele nada! Em Cristo e ensinados por Ele, atrevemo-nos a chamar Pai Nosso ao Todo-Poderoso, a Ele, que fez o Céu e a Terra e que é esse Pai tão afectuoso que espera que voltemos para Ele continuamente, cada um de nós como novo e constante filho pródigo.


Ecce Agnus Dei... Domine, non sum dignus... Vamos receber o Senhor. Quando na Terra se recebem pessoas muito importantes, há luzes, música, trajes de gala. Para albergar Cristo na nossa alma, como devemos preparar-nos? Já teremos por acaso pensado como nos comportaríamos se só se pudesse comungar uma vez na vida?


Quando eu era criança, não estava ainda divulgada a prática da comunhão frequente. Recordo-me de como se preparavam as pessoas para comungar. Cuidavam com esmero a boa preparação da alma e até do corpo. Punham a melhor roupa, a cabeça bem penteada, o corpo fisicamente limpo e talvez mesmo um pouco de perfume... Eram delicadezas próprias de quem estava apaixonado, de almas finas e rectas, que sabem pagar o Amor com amor.



Com Cristo na alma, termina a Santa Missa. A bênção do Pai, do Filho e do Espírito Santo acompanha-nos durante toda a jornada, na nossa tarefa simples e normal de santificar todas as actividades nobres do homem. (Cristo que passa, 91)

Evangelho e comentário

Tempo da Quaresma

São José [1]

Evangelho: Mt 1, 16. 18-21. 24

Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo.
O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo: Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo.
Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo.
Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor, que lhe disse:
«José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo.
Ela dará à luz um filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados».
Quando despertou do sono, José fez como lhe ordenara o Anjo do Senhor.

Comentário:

Talvez seja escusado, podemos pensar, ler esta descrição pormenorizada da genealogia de Jesus Cristo. Basta-nos saber - e acreditar firmemente - que, Ele, é o Filho de Deus feito homem gerado por obra e graça do Espírito Santo no seio puríssimo da Virgem Maria.

Não! 


O Evangelho foi escrito para ser lido e meditado e nada do que nele consta é dispensável.

De facto, conhecemos o Evangelho e podemos citar de cor muitas das suas passagens, mas o que temos de considerar é que, ler e meditar as páginas do Evangelho - todas - é fazer oração e, nesta, não se omite ou "salta" o que já sabemos ou é repetitivo

(ama, comentário sobre Mt 1, 1-17, 2010.12.17)









[1] Solenidade transferida

Leitura espiritual

A Cidade Deus
A CIDADE DE DEUS 


Vol. 2

LIVRO X

CAPÍTULO XVIII

Contra os que negam, a propósito dos milagres cumpridos para a instrução do povo de Deus, que se deva crer nos livros da Igreja.

Haverá alguém que diga que esses milagres são falsos, que nunca se realizaram, que mais não são que escritos com mentiras? Se alguém pretende com isto dizer que, em tais assuntos, absolutamente nenhum escrito é digno de
crença, também pode dizer que nenhum deus cuidou dos mortais. Com efeito, que esses deuses não conseguiram convencer os homens a prestarem-lhes culto senão operando obras maravilhosas, atesta-o a história das nações cujos deuses souberam manifestar-se mais prodigiosos do que úteis. Por isso, nesta obra, de que já temos em mãos o décimo livro, não procuram refutá-los os que negam todo o poder divino ou sustentam que este se não ocupa das coisas humanas; dirigimo-nos aos que antepõem os seus deuses ao nosso Deus, fundador da santa e gloriosíssima Cidade, ignorando que o mesmo é fundador invisível e imutável deste Mundo visível e mutável e dispensador veríssimo desta vida feliz que vem dele e não das coisas que criou.

Diz, com efeito, o seu fidelíssimo profeta:

Para mim o estar unido a Deus ê que é bom [i].

Discute-se entre os filósofos qual o último bem para a aquisição do qual devem tender todos os nossos deveres, profeta não disse: «para mim é bom abundar em riquezas ser distinguido pela púrpura e pelo ceptro ou sobressair pelo dilema»; nem, como se não envergonharam de dizer alguns filósofos: «o meu bem é o prazer do corpo»; ou melhor, como parece que disseram os melhores: «o meu bem é a virtude da minha alma». O que ele disse, foi:

Para mim o estar unido a Deus é que é bom.

Quem isto lhe ensinara foi Aquele que é o único digno das honras do sacrifício, como os seus santos anjos nos advertiram, con­firmando-o com milagres. Por isso, Ele próprio se tornara sacrifício d’Aquele cujo fogo inteligível o tinha arrebatado e abrasado e para Quem o impelia o santo desejo de um incorpóreo abraço.

Se, pois, os adoradores duma multidão de deuses (seja qual for a opinião que deles tenham) acreditam nos milagres feitos por esses deuses ou dão crédito à história das coisas profanas ou aos livros mágicos, ou, o que lhes parece mais honesto, aos livros teúrgicos — porque se recusam a crer nos factos testemunhados pelas Escrituras cuja autoridade é tanto maior quanto mais acima de todos está Aquele unicamente a Quem elas prescrevem que se ofereçam sacrifícios?

CAPÍTULO XIX

Motivo por que se deve, segundo a verdadeira religião, oferecer um sacrifício visível ao único Deus invisível e verdadeiro.

Julgam alguns que esses sacrifícios visíveis convêm aos outros deuses, mas que ao Deus invisível, maior e melhor, convêm sacrifícios invisíveis, maiores e melhores, tais como as homenagens de uma alma pura e de uma boa vontade. Não há dúvida que estes ignoram que os sacrifí­cios visíveis são sinais dos invisíveis, com o as palavras pronunciadas são sinais das coisas.

Por isso é que, assim como nas nossas preces e os nossos louvores dirigimos os sinais das nossas palavras àquele a quem oferecemos no nosso coração as próprias realidades que significamos, — assim também, ao oferecermos um sacrifício, sabemos que o sacrifício visível não deve ser oferecido senão Àquele para quem nós devemos ser, no nosso coração, o sacrifício invisível. E então que os anjos e as virtudes superiores, cuja bondade e piedade mais aumentam o seu poderio, nos concedem os seus favores e partilham da nossa alegria. E se a eles mesmos quisermos oferecê-los, eles não os aceitam de bom agrado e, quando são enviados aos homens de forma que se note a sua presença, negam-se terminantemente a aceitá-los. Há disto exemplos nas Sagradas Escrituras: alguns julgaram que deviam prestar aos anjos pela adoração e pelo sacrifício a
honra que apenas a Deus é devida; foram disso impedidos Por admoestação deles, que ordenaram os tributassem apenas Àquele a quem sabem serem devidos.

Os santos homens de Deus imitaram os santos anjos: Paulo e Barnabé, em Licaónia, por terem realizado uma cura miraculosa, foram tomados por deuses. Os licaónicos quiseram imolar-lhes vítimas. Mas na sua humilde piedade repeliram essa honra e anunciaram-lhes o Deus em Quem deviam acreditar. E, se os espíritos embusteiros orgulhosamente os exigem para si próprios, é unicamente porque sabem que eles são devidos ao verdadeiro Deus. Porque, na verdade, não é no fedor dos cadáveres que se comprazem, como pensam alguns e o diz Porfírio, mas sim nas honras divinas. Aliás, desses fedores têm eles grande abundância por toda a parte e, se mais quisessem, eles próprios a si mesmo os poderiam fornecer. Portanto, os espíritos que se arrogam a divindade deleitam-se, não com o fumo dos corpos mas com a alma do suplicante sobre a qual dominarão depois de o terem enganado e escravizado; e, assim, vedam-lhe o caminho que conduz ao verdadeiro Deus para que ele, homem, não seja sacrifício de Deus, quando sacrifica em honra de outrem em vez de sacrificar a Deus.

CAPÍTULO XX

Do verdadeiro e supremo sacrifício cumprido pelo próprio Mediador de Deus e dos homens.

Por isso o verdadeiro Mediador, que, ao tomar a forma de escravo, se tornou mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus-Cristo, sob a forma de Deus,
aceita o sacrifício com o Pai, com o qual é um só Deus; mas, sob a forma de escravo, preferiu ser sacrifício a aceitá-lo, para que ninguém aproveitasse esta oportunidade para sa­crificar a qualquer criatura. É por isto que Ele é sacerdote: é Ele quem oferece, é Ele a oblação. Desta realidade quis que seja sacramento quotidiano o sacrifício da Igreja que, sendo corpo da mesma cabeça, aprendeu a oferecer-se a si própria por intermédio d’Ele. Sinais variados e múltiplos deste verdadeiro sacrifício eram os antigos sacrifícios dos santos, sendo eles figura deste único sacrifício, como se, por muitas palavras, se expressasse uma só realidade para ser bem ponderada sem causar enfado. Com este supremo e autêntico sacrifício cessaram todos os falsos sacrifícios.

(cont)

(Revisão da versão portuguesa por ama)





[i] Salmo LXXII, 28.

Epístolas de São Paulo – 20

1ª Epístola de São Paulo aos Coríntios

I. DIVISÕES NA IGREJA (1,10-4,21)

Capítulo 2

A pregação de Paulo em Corinto, sabedoria de Deus

1Eu mesmo, quando fui ter convosco, irmãos, não me apresentei com o prestígio da linguagem ou da sabedoria, para vos anunciar o mistério de Deus. 2Julguei não dever saber outra coisa entre vós a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado.
3Estive no meio de vós cheio de fraqueza, de receio e de grande temor. 4A minha palavra e a minha pregação nada tinham dos argumentos persuasivos da sabedoria humana, mas eram uma demonstração do poder do Espírito, 5para que a vossa fé não se baseasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.
6E, no entanto, é de sabedoria que nós falamos entre os perfeitos; sabedoria que não é deste mundo, nem dos chefes deste mundo, votados à destruição. 7Ensinamos a sabedoria de Deus, mistério que permaneceu oculto e que Deus, antes dos séculos, predestinou para nossa glória.
8Nenhum dos chefes deste mundo a conheceu, pois, se a tivessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória. 9Mas, como está escrito:
O que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram, o coração do homem não pressentiu, isso Deus preparou para aqueles que o amam.
10A nós, porém, Deus o revelou por meio do Espírito. Pois o Espírito tudo penetra, até as profundidades de Deus. 11Quem, de entre os homens, conhece o que há no homem, senão o espírito do homem que nele habita? Assim também, as coisas que são de Deus, ninguém as conhece, a não ser o Espírito de Deus.
12Quanto a nós, não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que vem de Deus, para podermos conhecer os dons da graça de Deus. 13E deles não falamos com palavras que a sabedoria humana ensina, mas com as que o Espírito inspira, falando de realidades espirituais em termos espirituais.

14O homem terreno não aceita o que vem do Espírito de Deus, pois é uma loucura para ele. Não o pode compreender, pois só de modo espiritual pode ser avaliado. 15Pelo contrário, o homem espiritual julga todas as coisas e a ele ninguém o pode julgar. 16Pois quem conheceu o pensamento do Senhor, para poder instruí-lo? Mas nós temos o pensamento de Cristo.

A propósito da ideologia do género

Carta Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa

8. O "génio feminino"

Nesta perspectiva, há que pôr em relevo aquilo que o Papa João Paulo II denominou "génio feminino". Não se trata de algo que se exprima apenas na relação esponsal ou maternal, específicas do matrimónio, como pretenderia um certo romantismo. Mas estende-se ao conjunto das relações interpessoais e refere-se a todas as mulheres, casadas ou solteiras. Passa pela vocação à maternidade, sem que esta se esgote na biológica. Nesta, entretanto, comprova-se uma especial sensibilidade da mulher à vida, patente no seu desvelo na fase de maior vulnerabilidade e na sua capacidade de atenção e cuidado nas relações interpessoais.

A maternidade não é um peso de que a mulher necessite de se libertar. O que se exige é que toda a organização social apoie e não dificulte a concretização dessa vocação, através da qual a mulher encontra a sua plena realização. É de reclamar, em especial, que a inserção da mulher numa organização laboral, concebida em função dos homens, não se faça à custa da concretização dessa vocação, e se adotem todos os ajustamentos necessários.


 (cont)

Diálogos apostólicos

Diálogos apostólicos II Parte

Pergunto:

Pode apagar-se o pecado original?

Respondo:

O pecado original perdoa-se no baptismo (sacramentos). Ali se recuperam os dons principais que se perderam, os sobrenaturais: a graça e a amizade com Deus. Os outros dons alcançar-se-ão no céu. O resgate de tudo isto exigiu o sangue de Cristo.

Doutrina - 244

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ
PRIMEIRA SECÇÃO: «EU CREIO» – «NÓS CREMOS»

CAPÍTULO TERCEIRO: A RESPOSTA DO HOMEM A DEUS

EU CREIO

25. Como responde o homem a Deus que se revela?

Sustentado pela graça divina, o homem responde a Deus com a obediência da fé, que consiste em confiar-se completamente a Deus e acolher a sua Verdade, enquanto garantida por Ele que é a própria Verdade.



Pequena agenda do cristão

SeGUNDa-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça ‘boa cara’, que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?