19/05/2017

Nota pessoal de António Mexia Alves


Sou o único autor e administrador de NUNC COEPI que é – de há uns anos para cá – o meu único trabalho.
A ele dedico o melhor do meu esforço numa média de 5/7 horas de trabalho diário.

NUNC COEPI tem – e terá - unicamente fins apostólicos e, por isso, tendo como referência as palavras de Jesus:

«O trabalhador merece o seu sustento» [i]

e sendo a minha situação pessoal difícil em termos económicos, resolvi, sem qualquer hesitação ou prurido publicar esta nota.

Preciso realmente de ajuda e por isso apelo aos leitores de NUNC COEPI que colaborem com essa ajuda que se destina, naturalmente, às despesas correntes como internet, livros, newsletters, etc., indispensáveis para esse mesmo trabalho.

Qualquer quantia constituirá inestimável contributo.

Se decidir contribuir, agradeço o favor de enviar para o meu mail pessoal – ontiano@gmail.com – a indicação que deseja contribuir e, em resposta, indicarei o IBAN da conta para onde poderá fazer a respectiva transferência

Desde já, muito obrigado e a minha garantia de que NUNC COEPI continuará com as suas publicações diárias, assim Deus me ajude e ilumine.




Até à data de hoje:

Recebido a 09 de Maio: 25€  

Renovo, portanto, o meu apelo já que a situação se mantém delicada.



António Mexia Alves

Fátima: Centenário - Música


Centenário das aparições da Santíssima Virgem em Fátima

Louvando a Santíssima Virgem - Franco Simone






Neste mês de Maio a ti excelsa Mãe de Deus e nossa Mãe, te repetiremos sem cessar:

Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum, benedicta tu in mullieribus et benedictus fructis ventris tui, Jesus.













Santa Maria, Mater Dei, ora pro nobis pecatoribus, nunc et in hora mortis nostra. Ámen.

Fátima: Centenário - Oração diária


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

Fátima: Centenário - Oração jubilar de consagração


Salve, Mãe do Senhor,
Virgem Maria, Rainha do Rosário de Fátima!
Bendita entre todas as mulheres,
és a imagem da Igreja vestida da luz pascal,
és a honra do nosso povo,
és o triunfo sobre a marca do mal.

Profecia do Amor misericordioso do Pai,
Mestra do Anúncio da Boa-Nova do Filho,
Sinal do Fogo ardente do Espírito Santo,
ensina-nos, neste vale de alegrias e dores,
as verdades eternas que o Pai revela aos pequeninos.

Mostra-nos a força do teu manto protector.
No teu Imaculado Coração,
sê o refúgio dos pecadores
e o caminho que conduz até Deus.

Unido/a aos meus irmãos,
na Fé, na Esperança e no Amor,
a ti me entrego.
Unido/a aos meus irmãos, por ti, a Deus me consagro,
ó Virgem do Rosário de Fátima.

E, enfim, envolvido/a na Luz que das tuas mãos nos vem,
darei glória ao Senhor pelos séculos dos séculos.


Ámen.

"Magnificat anima mea Dominum!”

Como seria o olhar alegre de Jesus! O mesmo que brilharia nos olhos de sua Mãe, que não pôde conter a alegria: – "Magnificat anima mea Dominum!", a sua alma glorifica o Senhor, desde que O traz dentro de si e a seu lado. Ó Mãe!: que a nossa alegria seja como a tua – a de estar com Ele e de O possuir! (Sulco, 95)

A nossa fé não é uma carga, nem uma limitação. Que pobre ideia da verdade cristã manifestaria quem assim pensasse! Ao decidirmo-nos por Deus não perdemos nada; ganhamos tudo. Quem, à custa da sua alma, conserva a sua vida, perdê-la-á; e quem perder a sua vida por amor de Mim, voltará a achá-la.


Tirámos a carta que ganha, conseguimos o primeiro prémio. Quando alguma coisa nos impedir de ver isto com clareza, examinemos o interior da nossa alma. Talvez haja pouca fé, pouca intimidade pessoal com Deus, pouca vida de oração. Temos de pedir a Nosso Senhor – através de sua Mãe e nossa Mãe – que aumente em nós o seu amor, que nos conceda saborear a doçura da sua presença; porque só quando se ama se chega à mais plena liberdade: a de jamais querer abandonar, por toda a eternidade, o objecto dos nossos amores. (Amigos de Deus, 38)

Reflectindo - 252

Ter razão

Quase sempre tenho razão!

Isto é o que pensamos de nós próprios.

Não interessa a que propósito, sobre o quê ou a respeito de quem… temos razão e acabou-se!

A propósito, uma pequena história: [i]

"Dois judeus discutiam entre si sobre vários assuntos, mas sem chegar a qualquer acordo já que cada um tinha ideias muito díspares das do outro.

Resolveram, então, ir consultar o Rabi que decidiria qual deles tinha razão.

Veio o primeiro, expôs o assunto e, o Rabi disse-lhe:

‘Tens razão!’

Retirou-se o judeu muito satisfeito e, claro, cheio de orgulho.

Veio o segundo, revelou os seus pontos de vista e, o Rabi declarou:

‘Tens razão!’

O homem foi-se embora contentíssimo, e, evidentemente, cheio de empáfia.

A mulher do Rabi que ouvira as conversas indignou-se e disse ao marido:

‘Como é que tu foste capaz de uma coisa destas! Dizer aos dois que tinham razão quando pensavam de modos tão diferentes!

Acho que fizeste muito mal!’

O Rabi ripostou:

‘Tens razão!' “

Pois é… temos sempre razão…


(ama, reflexões, 19.11.2016)





[i] (Mencionado por Mons. António Barbosa numa recolecção no Porto)

Evangelho e comentário


Tempo de Páscoa


Evangelho: Jo 15, 12-17

15Já não vos chamo servos, visto que um servo não está ao corrente do que faz o seu senhor; mas a vós chamei-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi ao meu Pai. 16Não fostes vós que me escolhestes; fui Eu que vos escolhi a vós e vos destinei a ir e a dar fruto, e fruto que permaneça; e assim, tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome Ele vo-lo concederá. 17É isto o que vos mando: que vos ameis uns aos outros.»

Comentário:

Este Mandamento – o Mandamento Novo – é, digamos assim, a razão da vinda do Senhor à terra.

Ao mandar-nos ter o amor como motivo e razão da nossa vida, mais não faz que confirmar que, sem o AMOR, não é possível fazer parte da família divina como filhos de Deus.

Mais, sem amor nem sequer seremos considerados como amigos- o que já seria muito – mas servos que não têm nem escolha ou outra vontade que as do seu Senhor.

Amando, deveras, alcançaremos essa dignidade extraordinária de amigos escolhidos, um a um, pelo próprio Jesus Cristo.

(AMA, comentário sobre Jo 15, 12-17, 09.01.2017)








Leitura Espiritual

A CIDADE DE DEUS 

Vol. 2

LIVRQ XIV

CAPÍTULO V

Tolera-se melhor a teoria dos platónicos do que a dos maniqueus acerca da natureza do corpo e da alma. Mas também se deve rejeitá-la por atribuir à natureza da carne
a causa de todos os vícios.

Não há, portanto, necessidade de, com injúria para o Criador, acusar dos nossos vícios e pecados a natureza da carne que, no seu género e na sua ordem, é boa. O que não é bom é deixar o Criador — que é bom — e viver em conformidade com o criado — bom também —, quer se opte por viver em conformidade com a carne, em conformidade com a alma ou em conformidade com o homem todo, formado de alma e de carne (tanto se pode designá-lo só com o nome de alma como com o nome de carne). Realmente, quem considera a natureza humana como o bem supremo e acusa a natureza da carne como um mal, — não há dúvida de que aprecia isto com a vacuidade humana e não com a verdade divina. E certo que os platónicos não são tão insensatos com o os maniqueus que detestam os corpos terrenos com o se fossem maus por natureza; afirmam, de facto, que todos os elementos deste mundo visível e tangível e as suas qualidades tem Deus por autor; todavia, entendem que estes órgãos feitos de terra e estes membros, que têm que morrer, impressionam as almas ao ponto de nelas fazerem nascer as doenças que são os desejos e os tem ores quer do prazer quer da tristeza. Estas quatro «perturbações» como lhes ama Cícero, ou «paixões», segundo muitos traduzem do 8rego, compreendem todas as más propensões dos costumes humanos. Mas se assim é, porque é que, em Vergílio, Eneias ao saber, nos infernos, de seu pai, que as almas voltarão aos seus corpos, exclama admirado desta opinião:

Ó pai, dever-se-á pensar que daqui as almas sobem ao Céu.
E de novo voltarão aos pesados corpos?
Donde vem a esses infortunados um tão funesto desejo de luz?[i]

Será então sob a influência destes órgãos de terra e destes membros que têm de morrer que as almas, cuja pureza é tão vigorosamente proclamada, sentirão ainda um tão funesto desejo? Não diz que estão purificadas de todas as suas máculas corpóreas quando começam a desejar o regresso aos corpos? Donde se conclui: mesmo que se
verificasse — o que é total ente infundado — que as almas indo e vindo em alternativa incessante, passariam da purificação à contam inacção, seria falso afirmar que todas as agitações culpáveis e viciosas da alma têm a sua origem nos corpos terrestres. Porque, segundo os próprios plató­nicos, este «desejo funesto», com o diz o ilustre poeta, vem tão pouco do corpo que aparece na alma purificada de toda a mácula corporal, liberta de todo o corpo para a obrigar a reentrar no corpo. Desta forma, segundo a sua própria confissão, não é só sob a influência da carne que a alma experimenta o desejo, o temor, o prazer, a dor — é também dela própria que pode proceder a agitação destes
impulsos.

CAPÍTULO VI

Valor da vontade humana por cujo juízo são tidos por bons ou maus os afectos da alma.

O que, porém, interessa é saber com o é a vontade do homem: porque, se ela é perversa, perversos serão os seus movimentos; mas se é recta, não serão culpáveis, mas serão até louváveis. E que a vontade está em todos os movimentos, ou melhor, todos eles mais não são que vontades. Realmente, que é o desejo ou a alegria senão a vontade que consente no que queremos? Que é o temor ou a tristeza senão a vontade que nos desvia do que recusamos? Chama-se desejo quando no desejo estamos de acordo com o que queremos. Também quando a nossa recusa recai sobre o que não desejaríamos experimentar, esta forma de vontade chama-se medo; e, quando recai sobre o que experimentam os a nosso pesar, esta forma de vontade é a tristeza. Em suma: a vontade do homem é atraída ou repelida conforme a diversidade dos objectos que procura ou evita e assim se muda ou transforma nestes diferentes afectos. Por isso o homem que vive, não em conformidade com o homem, mas em conformidade com Deus, tem de amar a Deus. E como ninguém é m au por natureza, mas por vício, o que vive em conformidade com Deus deve ter para com os maus um perfeito ódio, sem, todavia, odiar o homem por causa do vício nem amar o vício por causa do homem: deve apenas odiar o vício e amar o homem. Assim, uma vez curado o vício, tudo o que ele deve amar permanecerá e nada permanecerá do que deve odiar.


(cont)

(Revisão da versão portuguesa por ama)





[i] Vergílio, Eneida, VI, 799-721.

Epístolas de São Paulo – 80

1ª Carta a Timóteo - cap 5

II. CONSELHOS A VÁRIAS CLASSES DE PESSOAS (5,1-6,19)

As viúvas

- 1Não repreendas com dureza um ancião, mas exorta-o como um pai; 2trata os jovens como irmãos, as anciãs como mães, as jovens como irmãs, com toda a pureza. 3Honra as viúvas, as que são verdadeiramente viúvas. 4Mas se alguma viúva tiver filhos ou netos, aprendam estes, antes de mais, a cumprir os seus deveres de piedade para com a própria família e a retribuir aos pais o que deles receberam, pois isso é agradável diante de Deus. 5A que é verdadeiramente viúva e ficou só, põe a sua esperança em Deus e persevera em súplicas e orações, noite e dia. 6Mas aquela que se entrega aos prazeres, embora vivendo, já está morta. 7E recomenda-lhes isto, para que sejam irrepreensíveis. 8Se alguém não cuida dos seus, e principalmente dos da sua própria casa, renegou a fé e é pior do que um infiel. 9Só pode ser inscrita como viúva a que tiver pelo menos sessenta anos, tiver sido esposa de um só marido, 10gozar do testemunho de boas obras, tiver educado os filhos, praticado a hospitalidade, lavado os pés dos santos, assistido os atribulados e for dedicada a toda a obra boa. 11Não admitas as viúvas mais jovens, porque, quando são arrastadas por uma paixão que as afasta de Cristo, querem voltar a casar-se, 12incorrendo na condenação de terem rompido o primeiro compromisso. 13Além disso, estando na ociosidade, habituam-se a andar de casa em casa e a ser, não só ociosas, mas também loquazes e indiscretas, falando do que não convém. 14Quero, pois, que as viúvas mais jovens se casem, tenham filhos, governem a sua casa, para não darem ao adversário nenhuma ocasião de maledicência. 15Algumas, com efeito, já se desviaram, seguindo a Satanás. 16Se alguma mulher crente tem viúvas na família, dê-lhes assistência e não se sobrecarregue a igreja, a fim de que esta possa assistir as que são verdadeiramente viúvas.

Os presbíteros


- 17Os presbíteros que exercem bem a presidência sejam julgados dignos de dupla honra, principalmente os que trabalham na pregação e no ensino. 18Pois a Escritura diz: Não açaimarás a boca do boi que debulha; e ainda: o operário é digno do seu salário. 19Não aceites denúncia contra um presbítero, se não for confirmada por duas ou três testemunhas. 20Aos que cometem faltas, repreende-os na presença de todos, para que também os demais se encham de temor. 21Conjuro-te, diante de Deus e de Cristo Jesus e dos anjos eleitos, que observes estas regras com imparcialidade, nada fazendo por favoritismo. 22Não imponhas as mãos a ninguém precipitadamente, nem te tornes cúmplice de pecados alheios. Conserva-te puro. 23Não continues a beber só água, mas toma também um pouco de vinho, por causa do estômago e das tuas frequentes indisposições. 24Enquanto os pecados de alguns são manifestos, mesmo antes de serem submetidos a juízo, os de outros só aparecem depois.

Doutrina – 304



CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ

SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ

CAPÍTULO SEGUNDO

CREIO EM JESUS CRISTO, O FILHO UNIGÉNITO DE DEUS
«E EM JESUS CRISTO, SEU ÚNICO FILHO, NOSSO SENHOR»

83. Em que sentido Jesus é o «Filho Unigénito de Deus»?

No sentido único e perfeito.
No momento do Baptismo e da Transfiguração, a voz do Pai designa Jesus como seu «Filho predilecto».
Apresentando-se a Si mesmo como o Filho que «conhece o Pai» [i], Jesus afirma a Sua relação única e eterna com Deus Seu Pai.
Ele é «o Filho Unigénito de Deus» [ii], a segunda Pessoa da Trindade.
É o centro da pregação apostólica: os Apóstolos viram «a Sua glória, como de Unigénito do Pai» [iii].




[i] Mt 11,27
[ii] 1 Jo 2, 23
[iii] Jo 1, 14

Pequena agenda do cristão


Sexta-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Contenção; alguma privação; ser humilde.


Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.

Lembrar-me:
Filiação divina.

Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?